Alimentos Funcionais na Atividade Física

Alimentos Funcionais na Atividade Física

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O que são Alimentos Funcionais: 

Funcionalidade é a propriedade dos alimentos que vai além de sua qualidade de fonte e nutrientes. O conceito de alimento funcional é, até certo ponto, novo. Ele tem variados alcances em diferentes países e uma vasta nomenclatura: nutracêuticos, alimentos de desenho, alimentos para uso medico, alimentos para uso saudável, entre outras.

Alimento funcional pode ser definido como qualquer um que produza impacto positivo na saúde, na performance física ou comportamental dos indivíduos, além de contribuir com seu valor nutricional.

Um alimento pode ser considerado funcional quando além de nutrir, é capaz de afetar beneficamente uma ou mais funções no corpo, melhorando a saúde e bem-estar e/ou reduzindo o risco de doença. Um alimento funcional deve continuar sendo um alimento e deve demonstrar os seus efeitos em quantidades que possam normalmente ser ingeridas na dieta: não é uma pílula ou uma cápsula, mas parte do padrão alimentar normal.

 

Nos dias de hoje, a maior parte da população tem um estilo de vida que traz prejuízos à saúde: falta de atividade física, alimentação inadequada, fumo e consumo de bebidas alcoólicas. Todos esses fatores, somado ao estresse do dia a dia, têm causado o aumento de doenças crônicas como: obesidade, pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares.  Por isso, o consumo regular de alimentos funcionais associados a hábitos de vida saudáveis: praticar atividade física regularmente, parar de fumar, diminuir ou não consumir bebidas alcoólicas e adotar hábitos alimentares saudáveis, promovem melhor qualidade de vida e ajudam a prevenir algumas doenças.

Com base em recentes pesquisas, a indústria alimentícia tem desenvolvido alimentos funcionais direcionados principalmente as seguintes áreas:

 

·        Redução de risco para doenças especificas: cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes e obesidade;

·        Autotratamento: problemas digestivos, sintomas de menopausa, osteoporose, intolerância a lactose e depressão;

·        Melhora da “performance”: acuidade mental e memória, estresse desempenho físico, visão e desempenho sexual;

 

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 Alimentos Funcionais no Esporte  

O campo para o desenvolvimento de alimentos funcionais para esportistas é amplo e ilimitado.

Creatina, compostos antioxidantes, fotoquímicos, ribose, dextrinas, aminoácidos de cadeia ramificada, cafeína, taurina, Carnitina, vitaminas e minerais e outros nutrientes tem sido utilizados como ingredientes funcionais na elaboração de novos alimentos para esportistas.

Entretanto, de acordo com a modalidade esportiva, diferentes vias metabólicas serão solicitadas para a sustentação do exercício, o que tornaria a seleção do ingrediente funcional extremamente especifica.

Em função dessas limitações, os alimentos funcionais disponíveis atualmente para o mercado esportivo direcionam-se aos praticantes de atividade física moderada.

Atualmente é raro encontrarmos um esportista que não faça uso de alimentos funcionais. Dentre eles, os repositores hidroeletrolíticos ou isotônicos parecem ser o exemplo de maior sucesso, talvez justamente por proporcionarem ao consumidor a alegação a que se propõe. Essas bebidas costumam apresentar um valor de osmolaridade entre 250 e 340 mmol/Kg, que está associado ao teor de açúcares de cada formulação. É importante ressaltar que essa diluição evita a ocorrência da hipoglicemia. Em geral as bebidas isotônicas repõem parte do sódio, cloro e potássio perdidos na transpiração, e o equilíbrio entre os açúcares e os sais contribuem para a manutenção do volume plasmático e para a glicemia durante a prática esportiva, sem elevar a pressão intragástrica.

A adição de cromo em certas formulações teria como objetivo aumentar a captação de aminoácidos para a síntese protéica em função de seu efeito sobre a sensibilidade à insulina.

Quanto ao citrato de sódio, seu efeito seria semelhante aquele oferecido pela ingestão de bicarbonato de sódio, porem com a vantagem de causar menor desconforto gastrintestinal.

Repositores energéticos ricos em fibras insolúveis estariam atuando de uma forma mais efetiva no aumento da velocidade do trânsito intestinal, refletindo apenas uma situação de maior conforto para o atleta.

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 Antes do exercício:

A combinação de carboidratos simples e complexos, muito explorada na formulação dos repositores energéticos, tem por objetivo a recuperação do glicogênio muscular e hepático após a prática esportiva e a manutenção da glicemia durante o exercício. A ingestão de carboidratos complexos antes do exercício, apesar de apresentar a vantagem de não provocar picos glicêmicos, pode trazer algum desconforto estomacal, como azia e náuseas, diminuindo a performance do atleta.

 Durante o exercício:

Durante o exercício, a ingestão de uma mistura de carboidratos simples e complexos, através dessas soluções diluídas, promove uma absorção mais ordenada pelo organismo, evitando assim, os picos glicêmicos.

 Após o exercício:

Após o treino, o músculo exercitado estará ávido por glicose. Nessa fase, a ingestão de carboidratos simples, como misturas de glicose e sacarose, é a mais indicada, pois o pico glicêmico será agora benéfico, com a maior liberação de insulina e conseqüentemente maior captação de glicose para o músculo e reposição do glicogênio muscular.

 

Alguns produtos comerciais denominados como “compensadores de atividade física” têm adicionado creatina em suas formulações. Estudos recentes têm demonstrado que a ingestão de creatina pode aumentar significativamente a quantidade de trabalho a ser produzida durante exercícios repetitivos.

Quanto aos produtos que oferecem um maior aporte protéico, compensadores para atividade física, sabe-se que apenas atletas de elevado nível competitivo teriam suas necessidades protéicas aumentadas, principalmente em função da recuperação muscular pós- exercício, com reflexos positivos na manutenção e na melhora da performance.As principais fontes protéicas utilizadas na formulação desses produtos são: leite desnatado, soro de leite, albumina do ovo e gelatina hidrolisada.

A cafeína é uma substância estimulante do sistema nervoso central, que exerceria um efeito direto sobre este, reduzindo a percepção do esforço físico e propagação de sinais do cérebro para a junção neuromuscular.

 Exemplos de alimentos funcionais:

Nutrientes  Fontes Funções

Ácidos graxos

 

Omega- 3 e 6

 

Peixes, algas marinhas

 

Óleos (soja, girassol, oliva)

Intervenção na coagulação do sangue

Controle de processos inflamatorios

Alicina

Alinina

Sulfeto de dialina

Alho

Redução do colesterol

Função hipotensora

Função fibrinolítica e anticoagulante

Bactérias benéficas (probioticos)

Bebidas lácteas com lactobacilos (leites fermentados)

Bifidobactérias

Aumento da resistência a infecções

Impedimento da colonização por bactérias patogênicas

Redução do colesterol

Fibra alimentar

Amido

Cereais (aveia, pão)

Verduras crucíferas (repolho, brócolis, couve-de-bruxelas)

Leguminosas (feijão, vagem, lentilha)

As fibras dos cereais previnem doenças cardiovasculares

As verduras protegem contra o câncer de cólon e de reto

O amido presente em cereais e leguminosas previne o câncer de cólon e reduz o colesterol

Fitoestrogênios

Isoflavonas

Lignanas

Leguminosas (feijão e soja)

Cereais

Redução do estrogênio, atuando na prevenção do câncer de mama

Flavonóides

Vinho tinto

Uva

Antioxidantes

Inibição da formação de ateromas

Licopeno

 

Tomate

Toranja vermelha

Proteção conta tumores de pulmão, próstata e estômago

Vitaminas A, C, E

Betacaroteno

Mineral selênio

Frutas (caqui, mamão, laranja, limão, acerola)

Hortaliças (beterraba, espinafre, cenoura, tomate, brócolis, repolho)

Ovos e cereais

Antioxidantes

 

A prática de atividade física moderada vem sendo muito estimulada. E cada vez mais um número maior de esportistas utilizam ou desejariam consumir alimentos que além da sua função nutricional básica também contribuam para uma melhora significativa de desempenho. Muitas substâncias têm sido adicionadas aos mais diversos alimentos, com o objetivo de conferir a estes uma alegação funcional. Dessa forma, contribuirão para o desenvolvimento de alimentos funcionais cada vez mais eficientes, satisfazendo esse novo mercado de forma responsável. 

 

Dr Gustavo Coutinho de Andrade



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