Antidepressivos e Disfunções Sexuais

ANTIDEPRESSIVOS E DISFUNÇÕES SEXUAIS

Carlos Alberto Crespo de Souza

1.      Introdução.

            Nas edições da POLB de agosto e setembro foram publicados artigos sobre a sexualidade humana, suas modificações, influências, estudo formal, evolução da sexualidade, ciclo sexual e sua fisiologia. 1,2 Na edição de outubro/2012, em sequência, foi abordado o tema das disfunções sexuais propriamente ditas, dentro de uma perspectiva bastante ampla, correspondendo à parte 3 do assunto em pauta. 3

            O presente artigo, complementando e finalizando o tema, tem por objetivo estudar, de forma sumária, o tratamento das disfunções sexuais e sem deixar de mencionar a complexa e difícil propriedade que possuem os fármacos antidepressivos de provocar, igualmente, disfunções sexuais.  

2. Tratamento das disfunções sexuais.                                                                      

            Há indicação de que, para quadros depressivos, se administrem fármacos antidepressivos, assim como há indicação para que nas disfunções sexuais relativas à ejaculação precoce e excesso de libido os medicamentos de escolha a serem empregados sejam os inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRSs).

            Os quadros depressivos, como visto, podem promover disfunções sexuais por si só, contribuindo para isso dificuldades nas relações interpessoais e sociais. Por seu turno, os fármacos antidepressivos usados nessas circunstâncias, embora resolutivos em grande parte desses quadros, igualmente são capazes de provocar disfunções sexuais. O mesmo pode ser dito quando administrados para tratar a ejaculação precoce e o excesso de desejo, pois potencialmente se constituem em substâncias propiciatórias de disfunções na área da sexualidade.  

            Essa ubiquidade ou circunstância pode criar sérios problemas aos médicos responsáveis pelo tratamento dos acometidos. Por exemplo, cabe a pergunta: o quê ou qual fator nesse entrelaçamento clínico circunstancial está gerando o quê?

Importante, numa primeira instância, é tomar ciência de que essa conjugação de paraefeitos pode acontecer. Esses efeitos adversos são, comumente, subestimados pelos clínicos, embora nos últimos anos maior atenção venha sendo dada a essa ocorrência. A disfunção sexual é o mais frequente efeito adverso de determinadas drogas antidepressivas, tais como os inibidores seletivos de recaptura da serotonina (ISRSs), venlafaxina e clomipramina. Esse problema, o qual tem alta incidência, afeta a qualidade de vida do paciente e pode levar a não aderência em tratamento de longo prazo, além de ter sido citado entre os mais comuns paraefeitos (50.8%) para a desistência ou abandono.  4 

Abaixo, um quadro demonstrativo dos paraefeitos mais comuns dos antidepressivos ISRSs representados pela sertralina, citalopram, fluoxetina, paroxetina e escitalopram, destacando-se os efeitos adversos sobre o funcionamento sexual.

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               As drogas antidepressivas podem causar deterioração nos diversos níveis da atividade sexual, especialmente no desejo, despertar ou excitação, ejaculação e orgasmo. Alterações menos comuns podem incluir anestesia peniana ou clitoriana, dor orgástica, orgasmo associado com bocejos, priapismo, aumento da libido, orgasmo espontâneo e diminuição no volume da ejaculação. 5

             Virtualmente todos os antidepressivos podem provocar disfunções sexuais, enfatizando aqueles que atuam no sistema serotoninérgico, devido sua ação em nível do SNC. Os antidepressivos de primeira geração são associados com a ocorrência de efeitos indesejáveis como sedação, ganho de peso, efeitos cardíacos e anticolinérgicos. Todavia, os ISRS e ISRN são os que mais apresentam efeitos adversos na esfera sexual.

             Sabe-se que enquanto a dopamina melhora a função sexual, a serotonina inibe o desejo, a ejaculação e o orgasmo. Dessa forma entende-se o motivo pelo qual os Inibidores Seletivos de Recaptura de Serotonina (ISRS) podem ser importantes causadores de disfunção sexual. Em razão dessa alta incidência de disfunções sexuais provocada por esses fármacos, eles estão sendo utilizados em pacientes com ejaculação precoce, parafilias e excesso de libido.

              A maior frequência é encontrada entre os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), ISRSs, venlafaxina e agentes tricíclicos (particularmente aqueles com perfil de alto bloqueio de recaptura de serotonina, como a clomipramina). A bupropiona, mirtazapina, moclobemida e tianeptina estão implicadas em menor grau, em razão da ausência de atividade serotonérgica.

            Abaixo, gráfico com diferentes reações de contrariedade por ocasião do uso de antidepressivos ISRS, de acordo com dados apontados por Cascade e cols., mediante uso do instrumento chamado Treatment Satisfaction Questionnaire for Medications (TSQM) junto a pacientes que utilizaram ao menos um dos fármacos. 6    

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             A incidência de disfunção sexual nos homens é um pouco maior que nas mulheres (62,4 % e 56,9%, respectivamente). O gráfico mostra os diferentes níveis de tolerância por ocasião do uso de antidepressivos: 5% toleraram bem, 7% sentiram-se extremamente desconfortáveis, 19% muito contrariados, 29% um pouco contrariados e 40% medianamente desconfortáveis.

            Segundo os estudos, a incidência de disfunções sexuais parece diferir de acordo com o antidepressivo empregado e intimamente relacionado aos diferentes mecanismos de ação dentro ou entre as classes, perfis diferentes dos pacientes, extensivos aos polimorfismos genéticos e dimensões de suas personalidades. Ibid  Entretanto, os estudos, mesmo que utilizando metodologias diferentes, com pacientes depressivos e ansiosos, preponderantemente têm apontado para o fato de que as drogas que apresentam mecanismo de ação serotoninérgica possuem maior potencial para gerar disfunções sexuais e desistências no tratamento. 4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14, 15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28.                       

            Entre os psicofármacos, em função de seu uso mais difundido, os antidepressivos são as drogas mais relacionadas com a disfunção sexual feminina. Os antidepressivos têm sido reportados como causadores de disfunção em 30% a 70% das pacientes, sendo a redução da libido e a anorgasmia ou dificuldade de atingir o orgasmo as queixas mais frequentes.

            Outros efeitos adversos têm sido reportados mais raramente, como priapismo do clitóris (nefazodona e fluvoxamina), aumento na libido (fluvoxamina, bupropiona e trazodona) e orgasmos espontâneos (clomipramina e fluoxetina).


            Num levantamento de estudos realizados por Cordás e Laranjeiras, os antidepressivos tricíclicos (ADT), os inibidores de monoaminoxidase (IMAO) e, principalmente, os inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS) têm sido os mais implicados em interferências no desejo sexual, no orgasmo ou na anorgasmia, confirmando resultados de outros estudos. 29   

              A nefazodona e a bupropiona têm sido menos responsabilizadas por interferências no ciclo sexual. A venlafaxina, a mirtazapina e a milnaciprano (retirada no Brasil), drogas de ação dual (serotoninérgica e noradrenérgica), ocupam aparentemente uma posição intermediária. Ibid   

             Segundo esses autores, em seu levantamento, Zajecka e cols. (1997), em estudo aberto com 42 pacientes usando ISRS, encontraram disfunção sexual em 60% dos homens e 57% das mulheres. Montejo e cols. (2001), em estudo multicêntrico aberto com 1022 pacientes, com diagnósticos de depressão, distimia, TOC, entre outros, relataram a ocorrência de disfunção com citalopram (72,7%), paroxetina (70,7%) sertralina (62,9%), fluvoxamina (62,3%), venlafaxina (67,3%), fluoxetina (57,7%), mirtazapina (24,4%), nefazodona (8%), amineptina (6,9%) e moclobemida (3,9%). Neste mesmo estudo, a disfunção sexual foi menos incidente que disfunção orgásmica, o que sugere um mecanismo de ação diferenciado, que não envolve apenas o sistema serotoninérgico, mas, também, efeitos colinérgicos e adrenérgicos.

            Em estudos controlados com placebo, como o de Croft e cols. (1999), acompanhando 360 pacientes durante oito semanas, 19% dos usuários de bupropiona e 40 % dos usuários de sertralina apresentaram disfunção. Feiger, em 1996, encontrou menos disfunção sexual em pacientes tratados com nefazodona do que com sertralina. No estudo de Harrison e cols. (1986), dificuldade de orgasmo foi vista em 30% das mulheres e em 19% dos homens em uso de imipramina e 0% com placebo.

            Alguns estudos comparativos entre as drogas antidepressivas e seus efeitos adversos sobre a função sexual foram realizados. Como exemplo, Serreti e Chiesa, numa metanálise, encontraram numa ordem de impacto decrescente para a disfunção sexual: sertralina, venlafaxina, citalopram, paroxetina, fluoxetina, imipramina, fenelzina, escitalopram e fluvoxamina com percentuais entre 25,8% e 80,3%. Os seguintes antidepressivos não apresentaram diferenças significativas ao placebo: agomelatina, amineptina, bupropiona, moclobemida, mirtazapina e nefazodona. A paroxetina e o citalopram são os mais potentes inibidores da recaptura da serotonina, o que explica a incidência maior de disfunção sexual com esses fármacos. A paroxetina age também inibindo a enzima oxido nítrico sintetase, o que explica sua grande capacidade de causar disfunção. 27    

            A bupropiona, que inibe a recaptura de noradrenalina e dopamina, causa pouca disfunção. Coleman e cols. chegaram a essa conclusão em 2001, verificando que a disfunção orgástica é menos frequente com bupropiona do que com ISRS. 30 Clayton e cols., em estudo posterior (2007), ao estudarem 6.300 pacientes, compararam ISRS, bupropiona, outros antidepressivos e placebo, chegando à conclusão de que a bupropiona não apresentou mais disfunção sexual que o placebo. Segundo esses autores, a duloxetina, que atua no sistema serotoninérgico e noradrenérgico, apresentou baixa incidência de disfunção e a agomelatina não foi relacionada com DS em ensaios clínicos. 18 Porém, cabe uma advertência sobre a agomelatina, uma vez que seus efeitos adversos, em larga escala de uso, ainda não podem ser apreciados em razão de seu emprego recente.

            Quanto à duloxetina, há evidências clínicas de que é capaz de promover alguns paraefeitos raros, como hipersexualidade. 31   

            A mirtazapina causa pouca disfunção sexual quando comparada com ISRS e venlafaxina. Além disso, quando ocorre, a disfunção costuma ser menos intensa, exceto a disfunção erétil que se apresenta da mesma forma que com ISRS. Estudos demonstraram que a substituição de IRSS por mirtazapina melhorou a função sexual. O mesmo ocorreu quando a mirtazapina foi associada com o IRSS.

            Outros estudos recentes mostraram que citalopram, fluoxetina, paroxetina, sertralina e venlafaxina foram os antidepressivos que mais causaram disfunção erétil. Por outro lado, fluvoxamina, escitalopram, duloxetina, fenelzina e imipramina apresentaram alta incidência de disfunção quando comparados com placebo, porém, em menor escala que os anteriores.

            Depois que os efeitos centrais da serotonina (5-HT) na ejaculação foram bem estabelecidos, pesquisas foram realizadas tentando verificar os efeitos periféricos desses compostos nas respostas contráteis das vesículas seminais e vasos deferentes. Inicialmente, os estudos foram feitos em ratos de laboratório e os resultados evidenciaram o papel periférico da 5-HT na regulação das respostas contráteis do trato seminal, com efeitos inibidores. 32  

            Birowo e cols., em 2009, cientes dessa relação, investigaram a ação direta dos serotonérgicos (clomipramina, fluoxetina e imipramina) na vesícula seminal e nos músculos lisos dos ductos deferentes in vitro. Também observaram os efeitos das drogas sobre a produção dos tecidos dos nucleotídeos cAMP e cGMP através de radioimunoensaio específico. Concluíram que os ISRSs podem antagonizar a contração simpática do músculo liso da vesícula seminal, via estimulação do tecido cAMP,  ocasionando o retardo da ejaculação. 33

Esses nucleotídeos estão presentes em vários processos metabólicos e tidos como subunidades dos ácidos nuclêicos DNA e RNA, participam do transporte e na conservação de energia (ATP, por exemplo), são encontrados como componentes de alguns cofatores enzimáticos e alguns apresentam a função de mensageiros químicos celulares ou como reguladores fisiológicos, como é o caso do cAMP (Adenosina Monofosfato cíclico) e cGMP (Guanosina Monofosfato cíclico), segundo mensageiros que atuam fosforilando diversas outras moléculas, desencadeando uma cascata de reações em um determinado processo. 34,35,36      

            Na fisiologia da ereção peniana usual, quando o cérebro recebe um estímulo sexual, células do corpo cavernoso do pênis liberam óxido nítrico. Este óxido vai atuar sobre a molécula da cGMP, responsável pela dilatação dos vasos e relaxamento do corpo esponjoso, o que permite a ereção. 37 Como os ISRS são capazes de interferir nesse processo em nível central, sem a liberação do óxido nítrico, não haverá a suficiente dilatação e nem o relaxamento do corpo cavernoso, promovendo a disfunção erétil.

            Ao mesmo tempo, de acordo com os estudos acima mencionados, o antagonismo propiciado pelos ISRS sobre a contração simpática do músculo liso da vesícula seminal, via estimulação do tecido cAMP, pode ser contrabalanceado pelos inibidores da enzima fosfodiesterase (PDE5), aumentando a produção dos nucleotídeos cAMP e cGMP. 38,39

            Como veremos a seguir, essas descobertas e estudos possibilitaram novas perspectivas terapêuticas nas disfunções sexuais, notadamente nas disfunções eréteis e na ejaculação precoce.      

3. Manejo da disfunção sexual induzida por antidepressivos.

           De acordo com Höschl e Prasko, o manejo das disfunções sexuais relacionadas com a depressão ou com o tratamento psicofarmacológico com antidepressivos tornou-se um importante e complexo problema nos últimos tempos. 40

           Sabe-se que alguns pacientes apresentam remissão espontânea da disfunção, parcial ou totalmente, semanas ou meses após o início do tratamento. Em torno de 9,7% apresentam melhora completa após seis meses, 11,2% remissão parcial e 79,1% não melhoram. Os mecanismos que levam à remissão da disfunção sexual não são conhecidos, mas deve-se considerar a suscetibilidade individual, autoindução enzimática, diminuindo os níveis séricos das drogas e, ainda, a melhora do quadro depressivo que, por si só, promove a vida sexual e o relacionamento afetivo das pessoas.

            O manejo dos pacientes com disfunção sexual induzida por antidepressivos pode ser um desafio tanto para o clínico geral como para o psiquiatra. Primeiramente, porque a própria depressão pode estar envolvida em sua gênese e alguns pacientes apresentam comorbidades que também podem ser suas causadoras.

Então, devemos considerar que a disfunção sexual pode ser:

1)     precedente (ou contributiva) para o desenvolvimento de depressão;

2)     um efeito adverso dos antidepressivos;

3)     consequência de uma comorbidade (depressão, hipertensão arterial sistêmica) ou de seu tratamento (agentes anti-hipertensivos);

4)     consequência de abuso de drogas, especialmente álcool e fumo;

5)     uma combinação dos diversos fatores acima;

6)     um sintoma residual após a depressão ter sido resolvida.

            Para o manejo adequado da disfunção sexual causada por antidepressivos podem ser usadas algumas estratégias, isoladamente ou em combinação.

1)     Se a disfunção sexual precede ou se desenvolve durante o episódio depressivo, aconselha-se a utilização de novos antidepressivos com pouca ou nenhuma interferência no ciclo da resposta sexual: bupropiona, mirtazapina, nefazodona ou tianeptina.

2)     Aguardar remissão espontânea: estratégia pouco utilizada e com pouco sucesso pelo fato de que pode ser muito demorada em alguns casos.

3)     Redução da dose do antidepressivo ou suspensão do tratamento: como a indução de disfunção sexual é dose-dependente, pode ser útil a redução da dose do fármaco, desde que o paciente esteja em remissão por mais de um mês. Se, por outro lado, se esta estratégia não surtir efeito ou os sintomas depressivos reagudizarem, a suspensão da medicação e introdução de um antidepressivo de outra classe é considerada uma boa alternativa.  Estudos de Montejo e cols., sobre tais situações, mirtazapina, nefazodona e moclobemida melhoraram a função sexual em 66% a 80% dos casos; tianeptina e agomelatina também poderiam ser boas opções. Pacientes com disfunção erétil beneficiam-se consideravelmente com a troca de medicação. 4,41

4)     Como a indução de disfunção é usualmente dose-dependente, alguns pacientes podem beneficiar-se de intervalos curtos livres de medicação, caso a droga venha obtendo eficácia no tratamento da depressão. A estratégia poderá ser positiva liberando, por exemplo, finais de semana para antidepressivos de meia vida curta, como a paroxetina ou sertralina. Em se tratando da fluoxetina, com meia vida prolongada (em torno de 15 dias), administrar doses apenas uma vez por semana. Todavia, deve-se considerar o impacto psicológico negativo que o não uso da medicação, mesmo que por breves períodos, pode ter no tratamento.

5)     Adicionar um medicamento adjuvante pode ser plausível quando o     antidepressivo em uso está sendo eficaz no tratamento da depressão e a sua substituição resultaria em risco para o paciente. A bupropiona (75-150mg/dia) pode melhorar a libido quando associada aos inibidores seletivos de recaptura da serotonina. 42,43,44 Estudos demonstraram, também, que o mesmo ocorreu quando a trazodona foi acrescentada.25,43,45

6)     Uso de medicamentos.

            Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) constituem hoje a terapia oral mais utilizada e atuam promovendo o relaxamento da célula muscular do tecido cavernoso, condição essencial para obtenção da ereção e aumentam a produção dos nucleotídeos cAMP e cGMP. Com isso, favorecem a ereção normal e interferem no processo ejaculatório, possibilitando novas opções para o tratamento das disfunções sexuais.  39,40,47,48 Os inibidores da fosfodiesterase bloqueiam a enzima, reativam a cGMP e, desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do pênis.   

            Três são os compostos comercializados na Brasil: sildenafila, vardenafila e tadalafila, os quais devem ser administrados na presença de desejo e estimulação.

            Seus parâmetros farmacocinéticos podem ser vistos abaixo, conforme o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira/Conselho Federal de Medicina. 48

Parâmetros                  Sildenafila                    Vardenafila                  Tadalafila

T1/2 (horas)                   4,0                              4,1                              17,5 

Tmax (minutos)                60                               40                               120

Início de ação (min)         12                               15                                 30 

Duração (horas)               12                               12                                12                                                             

             Eles mostraram eficácia em homens com disfunção erétil num amplo leque de situações clínicas, tais como de causa psicológica, diabetes I e II, pós-lesão medular, doenças cardiovasculares, após prostatectomia radical, depressão leve não tratada, mal de Parkinson, pós-transplante renal, pós-braquiterapia e radioterapia, insuficiência renal em vigência de diálise, com dislipidemia, em uso de anti-hipertensivos e em uso de antidepressivos. 47,48,49

      As doses habituais são de 25 a 100mg e devem ser administradas em torno de 30 a 90 minutos antes do ato sexual. De um modo geral são bem tolerados, apresentam alguns paraefeitos como cefaleia, rubor facial, epigastralgia e congestão nasal. O tadalafila tem sido relacionado com mialgias. Quanto às interações medicamentosas, o vardenafila deve ser administrado com cautela e iniciado com doses baixas aos que estão usando alfa-bloqueadores, tais como prazosina, doxazosina e tamsulosina em razão do risco de hipotensão prolongada. Eles são metabolizados pela via da CYP3A4 e, dessa forma, outras drogas metabolizadas por esta via, como cetoconazol, inibidores da protease (ritonavir, saquinavir), os quais são inibidores dessa enzima, retardam a metabolização, aumentando seus níveis plasmáticos. Por sua vez, a rifampicina, que é indutor seletivo da CYP3A4, pode reduzir os seus níveis. 47,48       

            Observar que há contraindicação absoluta do emprego desses compostos com nitratos. Por outro lado, os pacientes devem ser informados sobre a possibilidade de priapismo com o uso desses fármacos. De um modo geral, como parâmetro de mensuração, as ereções não devem ultrapassar mais de quatro horas.  

4. Agentes serotonérgicos no tratamento da ejaculação precoce.

Na medida em que os efeitos centrais dos agentes serotonérgicos sobre a ejaculação foram bem estabelecidos - com efeito inibitório - eles passaram a ser empregados na clínica como tratamento da ejaculação precoce.

Como verificado anteriormente, alguns estudos, mais recentes, avaliaram esses fármacos, procurando verificar sua validade nesses transtornos e observaram que eles possuem ainda a capacidade de antagonizar a contração simpática do músculo liso da vesícula seminal, via estimulação do tecido cAMP, favorecendo também o retardo da ejaculação. 33,34

 Safarinejad, isolada ou juntamente com outros pesquisadores, avaliaram a segurança e eficácia da venlafaxina, do citalopram, escitalopram e tramadol nessa situação clínica mediante estudos duplo-cegos, placebo-controles, doses fixas e randomizadas. Seus resultados mostraram que a venlafaxina não é melhor do que o placebo, o citalopram e o escitalopram foram superiores ao placebo, com bons efeitos sobre a ejaculação precoce num período de 12 semanas. Quanto ao tramadol - usualmente empregado para tratar a dor - foi administrado duas horas antes da atividade sexual, num período de oito semanas, revelando boa receptividade e bem superior ao placebo em seus efeitos. 50,51,52,53

             O mecanismo de ação do tramadol ainda não é bem compreendido. Não está relacionado quimicamente aos opioides, liga-se aos receptores opioides, porém com particularidades que o diferenciam dos opioides típicos. Inibe a recaptura da norepinefrina e da serotonina e possui potência analgésica estimada em 1/10 da morfina. 54 Observar que não deve ser empregado conjuntamente com ISRS, IMAO,  tricíclicos e neurolépticos em razão de possível síndrome serotoninérgica e convulsões ( diminuição do limiar convulsivo). Também deve haver cuidado no emprego conjunto com derivados cumarínicos (aumento do tempo de protrombina e equimoses).           

      A dapoxetina, um potente ISRS, vem sendo utilizado com sucesso em pacientes com ejaculação precoce em países europeus e da região do Pacífico-Asiática (Austrália e Nova Zelândia), o qual deve ser administrado 1 a 3 horas antes da relação sexual. Alguns autores pesquisaram seus efeitos e os resultados evidenciaram ser uma droga desenvolvida pela primeira vez para a ejaculação precoce, mostrando-se efetiva e segura para seu tratamento. 55,56,57,58,59

            Como ainda não foi comercializada no Brasil, não possuímos dados sobre seu emprego, porém cabe lembrar que outros paraefeitos, intimamente relacionados aos efeitos farmacológicos dos ISRS, podem se fazer presentes. De qualquer maneira, trata-se de um novo recurso a ser utilizado numa situação clínica reconhecida há muitos anos e, até hoje, sem uma terapêutica identificada como satisfatória. 

            Num outro patamar, ainda restrito, autores identificam que em mulheres deprimidas, com desejo sexual hipoativo, o tratamento poderá incluir o emprego de testosterona (Gepirone-ER), um agonista da 5-HT(1A).60

            A agomelatina, como referido anteriormente, vem se apresentando, de acordo com alguns autores - pelo fato de não promover elevação nos níveis de serotonina - como uma excelente opção para o tratamento dos transtornos depressivos, sem ocasionar os paraefeitos gastrointestinais, sexuais e metabólicos que caracterizam muitos dos outros compostos antidepressivos. 61,62,63 Caberá verificar esses dados positivos aqui no Brasil depois de seu emprego na clínica em larga escala.   

    5. Conclusão.

            Segundo Montejo e Majadas, uma pesquisa recente mostrou que os pacientes são relutantes em falar sobre problemas sexuais aos seus clínicos, em razão de que têm receio em se colocarem numa situação embaraçosa e esperam pouca ajuda de seus doutores nesse aspecto. Por isso, esses autores advertem que os clínicos devem ficar alertas quanto ao aparecimento desses efeitos indesejáveis, de maneira que possam adotar estratégias para o manejo das disfunções sexuais.4 Outros pesquisadores referem-se à mesma constatação, especialmente no trato com mulheres, e sugerem que os clínicos fiquem atentos para reconhecer ou identificar a potencial presença de disfunções sexuais em pacientes usuários de antidepressivos e que estejam devidamente preparados para administrar suas intercorrências. 64,65,66

            Höschl e Prasko concordam com os resultados dessas pesquisas quanto à dificuldade de que os pacientes falem de seus problemas sexuais com os clínicos, porém advertem que também os clínicos ficam hesitantes em abordar esse assunto com os pacientes, mormente com os do sexo oposto, com idosos ou com pessoas importantes. 41    

            Para esses autores, uma avaliação criteriosa nessas situações inclui mais do que uma questão usual “Como é a sua vida sexual?” Ao contrário, dizem eles, cabe questionar a respeito da libido ou desejo, despertar sexual, lubrificação, ereção, orgasmo, relações interpessoais e medicamentos em uso. Somente tendo por base as respostas a esses questionamentos, podem os médicos diferenciar os sintomas depressivos dos outros transtornos sexuais específicos.

            Finalizando, afirmam: “Os clínicos, no mais das vezes, têm de averiguar se a disfunção sexual precedeu o transtorno depressivo, se está relacionado ao transtorno ou ao seu tratamento. Os médicos não podem fazer isso sem um exame cuidadoso e detalhado”. Ibid  

 

6. Referências.

1.      Crespo de Souza CA. Antidepressivos e disfunções sexuais. Parte 1. Psychiatry on line Brasil. 2012 Agosto; vol.17, nº 8.

2.      Crespo de Souza CA. Antidepressivos e disfunções sexuais. Parte 2. Psychiatry on line Brasil. 2012 Setembro; vol. 17, nº 9.

3.      Crespo de Souza CA. Antidepressivos e disfunções sexuais. Parte 3. Psychiatry on line Brasil. 2012 Outubro; vol. 17, nº 10. 

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  *Parte final – extrato de estudo sobre “Antidepressivos e disfunções sexuais”. O texto, em sua íntegra, poderá ser encontrado no livro “O uso de antidepressivos na clínica médica”. Porto Alegre: Sulina, 404 p., Coordenado por Crespo de Souza.  

Endereço para correspondência: cacrespo@terra.com.br



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