Como lidar com o sofrimento no dia-a-dia

 

Como lidar com o sofrimento no dia-a-dia

por Renato Miranda


Tanto atletas amadores e profissionais com uma rotina árdua de treinos e competições, como as demais pessoas que têm um ritmo de vida intenso fazem parte de um grupo social em que seu bom rendimento constante é condição básica para manter seu padrão de bem-estar.

Portanto, treinamentos, pressões externas como as da instituição que representa mídia, família, torcida e pressões internas como expectativa pessoal, preocupações, assimilações de críticas e outras formas de pressões fazem com que a dinâmica de trabalho do atleta, seja cada vez mais sofisticada com o propósito de resistir às demandas psicofísicas do dia-a-dia.

Por mais que o atleta (ou indivíduo com intenso ritmo profissional), seja preparado, é fundamental que fora de sua atuação – treinamento e competição – em sua rotina destinada à vida particular, desenvolva processos de comportamentos que possam inocular ou, na pior das hipóteses, auxiliá-lo a manter uma ótima condição psicofísica de bem-estar. Esse bem-estar (caracterizado pela harmonia biopsicossocial) é na verdade conhecido como estado funcional do organismo para a manutenção da saúde e do desenvolvimento das atividades pessoais do dia-a-dia.

Nesse texto, proponho alguns passos simples de entender e nem sempre fácil de serem colocados em prática, mas possíveis, se a persistência for exercitada. São eles: Não sofrer, manter sempre o bom humor e recuperar as forças a tempo de uma nova tarefa. Falarei agora sobre o primeiro. 

Não sofrer

O primeiro pensamento que nos ocorre quando dessa assertiva vem em forma de pergunta: Como não sofrer? Se o sofrimento é uma característica da vida do homem e que surge, por vezes de forma inesperada, seja através de uma doença, incidente ou simples aborrecimento. No entanto o sofrer que me refiro não é o sofrimento inevitável, como por exemplo, a perda de uma amizade ou uma intercorrência grave qualquer. Estou me referindo ao sofrimento “banal” do dia-a-dia: uma “fechada” no trânsito, a camisa que você gostaria de vestir e não achou uma crítica que recebeu de alguém, uma “birra” do filho logo de manhã, e outros acontecimentos corriqueiros que não têm conseqüência concreta nenhuma em nossas vidas e mesmo assim sofremos, mesmo que por um instante.

Para entender ainda melhor o que quero dizer com o não sofrer faça o seguinte exercício mental:

Tente lembrar de algo corriqueiro que te aborreceu e/ou causou sofrimento, nesse mesmo período o ano passado, possivelmente você não se lembrará. No entanto, provavelmente alguém ou algum fato lhe “tirou do sério” ou algo do tipo, e você sofreu por isso. Esse exercício bastará para aceitarmos que não vale a pena sofrer por algo que não nos ameaçará ou prejudicará concretamente. Ademais, observe o que acontece quando sofremos:

Quando sofremos, todos nossos órgãos e sistemas funcionam mal. Há espasmos cardíacos, os músculos ficam debilitados e a respiração dificultada. Interessante notar que os espasmos cardíacos (contrações repentinas do músculo cardíaco com duração e intensidade variáveis) nem sempre são percebidos, pois não são constantemente intensos, no entanto eles (os espasmos) estão acontecendo e nos prejudicando. 

Da mesma maneira acontece com a debilitação dos músculos e nossa respiração dificultada, nós não conseguimos perceber apesar do nosso organismo absorver todo esse malefício. Possivelmente alguma dor muscular “injustificável” ou um cansaço exacerbado no final do dia, sejam conseqüências de sofrimentos que poderiam ser facilmente evitados.

A seguir algumas dicas para evitarmos o sofrimento do dia-a-dia:

1) Avalie se aquilo que te faz sofrer é fruto apenas de uma ameaça ou acontecimento social (ex. uma pessoa que evitou cumprimentá-lo, uma atitude de desprezo de um colega, etc.). Se for o caso, simplesmente, esqueça!

2) Sabemos que é difícil tirar o sofrimento de nossa mente, então tente substituir seu pensamento com imagens agradáveis ou acontecimentos passados com conteúdo positivo e de alegria.

3) Desvie seu olhar e desfoque seu pensamento do motivo principal que gera o sofrimento.

4) Envolva-se intensamente com suas atividades profissionais (em nosso caso, os atletas devem fazer seus exercícios físicos de maneira altamente concentrados).

5) Experimente exercícios de relaxamento utilizando a criação de imagens mentais e respiração.

Técnica de respiração de Lindemann

- Inspirar profundamente;

- Expirar profundamente sem fazer nenhum intervalo entre a inspiração e expiração;

- Fazer logo após a expiração completa uma apnéia de 2";

- Após a apnéia, reiniciar o ciclo, no entanto o tempo de apnéia deverá ser de 4";

- E assim sucessivamente (de 2 em 2 segundos) até chegar a uma apnéia de 8";

- Término do ciclo;

- Repetir o ciclo por 3 vezes.

A imagem mental pode ser qualquer imagem que concretamente trouxe ou remete a um estado de alegria e tranqüilidade como uma cena na natureza;
um acontecimento; uma pessoa que te leve a sentir esse tipo de tranqüilidade, etc

6) Lembre-se: o que está te fazendo sofrer hoje, possivelmente em pouco tempo não terá nenhum significado para você.

No próximo texto daremos nosso segundo passo para um bom nível de saúde cíclica: manter sempre o bom humor!



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