Caminhada diária mantém o corpo e a mente jovens, confirma pesquisa

 


14 de setembro de 2010 (Bibliomed). Todos sabem que caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, retardando sinais de envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, aumentando seus circuitos e reduzindo os riscos de problemas de memória e de atenção. 

“Os padrões de conectividade diminuem quando ficamos mais velhos”, escreveu o pesquisador Arthur F. Kramer na edição de setembro da revista Frontiers in Aging Neuroscience. “As redes não são tão bem conectadas para apoiar as coisas que fazemos, como dirigir. Mas descobrimos que, em função do condicionamento aeróbico, as redes se tornam mais coerentes”, acrescentou o coordenador do estudo.

Na pesquisa, os especialistas acompanharam, por um ano, 70 adultos com idades entre 60 e 80 anos. E notaram que aqueles que faziam caminhadas regularmente tiveram muitos benefícios, comparados aos sedentários, não apenas fisicamente, mas nas medidas da função cerebral. “O grupo aeróbico apresentou melhorias na memória, atenção e em diversos outros processos cognitivos”, explicou o pesquisador. “À medida que os idosos no grupo da caminhada ficavam mais em forma, a coerência entre as diferentes regiões na rede aumentava de forma similar àqueles de 20 anos de idade”, completou.

Entretanto, segundo os autores, os resultados não acontecem do dia para a noite. Os efeitos no cérebro só começaram a ser observados no grupo de idosos que faziam caminhadas após 12 meses de prática. Por isso, os especialistas recomendam que, por ser uma atividade aparentemente simples, a caminhada seja adotada como hábito de saúde, principalmente pelos idosos.

“Quando caminhamos, integramos estímulos visuais, auditivos, assim como sinais vindo das articulações e músculos, em relação a onde o pé está, o nível de força, e coisas como essas”, destacou a médica Lynn Millar, especialista em medicina esportiva. “É o velho conceito: se você não usa, você perde. Para que algo seja benéfico, precisamos fazê-lo repetidamente, e caminhar é uma atividade de repetição”, concluiu a especialista.

Fonte: Frontiers in Aging Neuroscience. 26 de agosto de 2010



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