Exercício físico não melhora colesterol


Abandonar o sedentarismo na fase adulta na tentativa de controlar o colesterol e o triglicérides é ineficaz. Mas o exercício físico, embora não funcione como tratamento contra o problema, pode atuar na prevenção, especialmente se for praticado desde a infância, na intensidade adequada.

Essa é a conclusão de uma tese de doutorado defendida na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) com base em um levantamento feito com 2.720 voluntários, parte deles da capital. A pesquisa avaliou as alterações dos níveis de gordura no sangue, disfunção conhecida como dislipidemia, durante infância, adolescência e fase adulta.
Esse tipo de problema atinge 12% dos brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia – mais que o dobro do porcentual de diabéticos no País. “Menos de 5% dos entrevistados que praticaram exercícios na infância e na adolescência e continuaram com suas atividades apresentaram a doença”, diz o autor do estudo, o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da Unesp de Presidente Prudente.

O dado obtido pelo pesquisador evidencia a importância de se incorporar a prática de exercícios à rotina desde cedo. “O hábito é preventivo e deve ser cultivado, pois os efeitos positivos terão reflexos a longo prazo, na fase adulta ou quando o indivíduo for idoso”, comenta o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital do Coração (HCor).

A tendência entre o público infantil, porém, é inversa: as crianças paulistas já estão mais sedentárias do que os adolescentes, segundo um estudo com 2,5 mil estudantes realizado pelas secretarias estaduais da Saúde e da Educação, divulgado pelo JT em 2011.

Na amostra de Fernandes, que envolveu adultos de 18 a 94 anos, recrutados em oito cidades paulistas, a maioria era sedentária, sem histórico de atividade física na infância. “Independentemente do passado, os adultos que abandonaram recentemente o sedentarismo, há menos de quatro meses, e os que continuam sedentários apresentaram uma taxa de dislipidemia igual, de 18%”, afirma o professor.

Há, ainda, o fator genético. “A maioria dos casos de dislipidemia é metabólica, com componentes genéticos”, lembra Magnoni. Isso ajuda a explicar o pouco impacto do exercício físico para combater o problema nesses quadros. O tratamento, portanto, dificilmente fugirá do uso de medicamentos.

Os especialistas lembram que, embora o exercício tenha efeito limitado para tratar o colesterol, é um grande aliado da saúde porque ajuda a combater outros males. “Exercitar-se é comprovadamente eficaz no controle da hipertensão”, diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

“A atividade física é sempre recomendada pela liberação do óxido nítrico, que relaxa as artérias e melhora a circulação nos vasos.”

Prevenção
Mesmo para atuar como preventivo no controle do colesterol, o exercício deve ser praticado com intensidade adequada, definida pelo estudo da Unesp como “três horas semanais de exercício vigoroso ou intenso (correr, por exemplo), num período iniciado há pelo menos quatro meses”. É durante a atividade vigorosa, lembra Salles, que o corpo começa a “queimar” as gorduras para obter energia, impedindo que se acumulem.


Fonte: JORNAL DA TARDE – SP



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