Aliados naturais na luta contra o câncer

 

Aliados naturais na luta contra o câncer
por Alex Botsaris
 
Não existe uma medida salvadora. Temos diversas possibilidades eficientes e eficazes que podem se somar para fazer diferença. Os interessados nessa abordagem devem procurar um médico que domine o assunto, porque a medicina natural é complexa e exige muito estudo para aplicar os tratamentos certos nos diferentes tipos de câncer. Ela complementa a medicina convencional Câncer. Certamente você já deve ter tido ou terá algum tipo de contato com esse mal que, segundo estatísticas dos Estados Unidos, atingirá uma em cada três pessoas vivas hoje. Mas como diminuir as chances de fazer parte do grupo de risco? O que as pessoas que já sofrem com essa doença podem realizar? O livro Como Prevenir e Tratar o Câncer com a Medicina Natural, no qual eu sou o apresentador da edição brasileira, aponta caminhos eficientes e sofisticados para o sucesso dessa dura batalha.

Um verdadeiro arsenal na prevenção, combate e tratamento da doença e assistência dos efeitos colaterais.

Ele foi escrito pelas maiores autoridades em medicina natural dos Estados Unidos, com um grau de ND, que é um diploma superior em nutrição e medicina natural. São eles: Michael Murray, Tim Birdsall, Joseph E. Pizzorno e Paul Reilly. A obra original é de 2002 e chama-se: How to prevent and treat câncer with natural medicine. Ele é baseado em evidências de estudos clínicos e farmacológicos, nos critérios atuais e publicados em revistas aceitas como científicas pela medicina - as indexadas. São citados 485 trabalhos científicos feitos com ativos naturais, e ainda se baseia na experiência clinica dos autores, em conjunto com as unidades de tratamento de câncer nos EUA.

Entre os diversos produtos naturais mencionados, são destacados oito. Entre eles estão: enzimas proteolíticas (principalmente papaína do mamão, bromelina do abacaxi e a enzima do bicho da seda - serratia peptidase); curcumina ou o extrato da planta curcuma longa: rica em curcumina; flavonóides cincentrados da laranja especialmente a quercetina; polissacaródeos do cogumelo maitake; ploierga (que é um extrato de polipeptídeos do timo); pectina de frutas cítricas; ácido fítico (ou fosfatidil inositol) um fosfolipídeo encontrado em algumas plantas. Além disso, eles citam diversos produtos com os polifenóis do chá verde, os produtos de soja, as procianidinas de uva, aloe vera, óleo de peixe, linhaça, vitaminas, minerais, entre outros. Os autores também recomendam algumas terapias de apoio que se mostraram eficazes durante as pesquisas como: acupuntura, fitoterapia chinesa, qui gong, tai chi, ioga, reiki, imaginação guiada, oração, meditação, e uma dieta sofisticada e balanceada.

É destinado a pacientes portadores de câncer e seus familiares que precisam se prevenir, médicos oncologistas e qualquer pessoa que deseja se prevenir contra a doença. A edição brasileira ganhou pequenas adaptações, como o ajuste de alguns alimentos sugeridos na dieta para os existentes no nosso mercado e também a colocação do nome comercial no Brasil de algumas drogas citadas no texto.

Essa obra aponta que mesmo nos casos mais difíceis há esperança de cura e que isso depende muito da atitude e de como o paciente lida com a doença. Há dados que mostram a incorporação dos tratamentos naturais como coadjuvantes na melhoria da sobrevida, na qualidade de vida, e na possibilidade de um aumento do percentual de cura. Este último como uma sugestão dos dados ainda, já que não está completamente comprovado.

O ponto mais inusitado do livro é uma carta onde os autores apresentam-no aos oncologistas, como uma tentativa de possibilitar um diálogo construtivo com os setores conservadores da medicina. Isso evidencia que na maior parte dos casos é o paciente que busca esse tipo de tratamento e o médico pode ficar na defensiva. Trata-se de um pedido para que ambos os lados trabalhem em conjunto com todo o arsenal possível em benefício do paciente.

Vale ressaltar que tanto os autores quanto eu acreditamos que não existe uma medida salvadora. Temos diversas possibilidades eficientes e eficazes que podem se somar para fazer diferença. É provável que, caso você isole as estratégias, elas causem pouco impacto na qualidade de vida do doente. O câncer ginecológico (mama, ovário e útero), o de pulmão e os linfomas e leucemias.

Os benefícios dos recursos naturais são diversos e o foco é o bem-estar do paciente: aliviam os efeitos secundários dos tratamentos convencionais, melhoram a qualidade de vida e podem contribuir para aumentar a efetividade no tratamento convencional. Por exemplo, a quercetina - e outros flavanóides também - e a curcumina aumentam a capacidade de alguns quimioterápicos em destruir as células cancerosas. Sem dúvida, o paciente ganha a eficiência dos tratamentos. Os interessados nessa abordagem devem procurar um médico que domine o assunto, porque a medicina natural é complexa e exige muito estudo para aplicar os tratamentos certos nos diferentes tipos de câncer. Ela complementa a medicina convencional de forma excepcional. Aqui no Brasil, as pessoas podem buscar um médico que estuda fitoterapia e medicina natural para esse tipo de tratamento.



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