Hormônios Bioidênticos II

Hormônios Bioidênticos

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A Modulação Hormonal com Hormônios Bioidênticos consiste em um avanço terapêutico que permite obter resultados clínicos eficaz e seguro. A terapia de reposição hormonal clássica e tradicional utiliza os hormônios Sintéticos. Essas substâncias possuem uma estrutura molecular tridimensional diferente dos hormônios humanos, assim não ocupam os receptores de hormônios das células com a mesma perfeição que o Hormônio Bioidêntico, provocando uma resposta terapêutica farmacológica.

O QUE SÃO HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS?

     São substâncias que tem a estrutura molecular tridimensional, exatamente, igual à dos Hormônios Humanos, obtidos através da engenharia genética recombinante. Por esta razão, ocupam os receptores de hormônios das células com a mesma exatidão do hormônio humano e ao serem repostos e absorvidos pelo organismo, são prontamente reconhecidos pelas células e resultando em uma resposta terapêutica fisiológica.

      Esses Hormônios são feitos em laboratório, porém com a estrutura molecular completamente igual ao hormônio gerado pelo corpo humano, produzindo as mesmas respostas fisiológicas que os hormônios endógenos do nosso organismo.

ESSES HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS SÃO:

Estradiol, Estriol,  Progesterona ,Testosterona.

 

VANTAGENS

     A utilização de Hormônios Bioidênticos é seguro e eficaz por se ligarem aos receptores químicos presentes na membrana das células de forma semelhante a ligação pelos hormônios endógenos humanos, principalmente quando são observadas as concentrações  e vias de administração compatíveis com a fisiologia e necessidades metabólicas individuais.

 

     Existem evidências fartas e mais do que suficientes, como revisão de literatura científica, que confirmam não só a superioridade clínica como a maior segurança do uso de hormônios bioidênticos, quando se compara aos hormônios não-bioidênticos, particularmente quando as vias de administração transdérmica ou nasal são utilizadas, em detrimento da via oral.

     A vantagem indiscutível de hormônios bioidênticos em preparações manipuladas, pode lançar mão de larga margem de variação nas dosagens, uso de veículos, excipientes como o gel transdérmico, concentração e composição individualizadas, permitem que se atinja o objetivo terapêutico de uma forma mais rápida, fisiológica e específica, assegurando assim maior tolerabilidade, menor incidência de efeitos adversos e maior eficácia terapêutica.

     Maior segurança e superioridade clínica dos hormônios bioidênticos quando administrados pela via transdérmica, nasal ou subcutânea, em detrimento da via oral.

INDICAÇÕES

     Reposição hormonal na menopausa ou andropausa, síndrome de tensão pré-menstrual, manutenção da gravidez (progesterona) ou situações cirúrgicas que indiquem o uso dos hormônios gonadais.

ESTUDOS

     Terapia de reposição hormonal com Hormônios Bioidênticos: revisão de literatura.

Scolt T. Wepfer, RPH, FIACP, The Compunding Shoppe, Birminghan, Alabama.

PROGESTERONA

      O nível de progesterona diminui inicialmente como  resultado do declínio da função ovariana, que pode começar durante a terceira década da vida da mulher. A diminuição de progesterona é seguida por um declínio no nível estrógeno e, por fim, da testosterona. Próximo dos 50 anos, as mulheres experimentam uma diminuição dos níveis de estrogênios da  ordem de 300 vezes e, durante a menopausa, podem ocorrer flutuações e um declínio ainda maior. Em contrapartida, os níveis de progesterona decaem cerca de 75% nas mulheres entre 35 e 50 anos, depois do qual o nível de progesterona continua a cair. Um dos principais problemas no cuidado com a saúde feminina seja a falta de conhecimento sobre a importância da progesterona, que acreditam erroneamente que a progesterona e o acetato de medroxiprogesterona (MPA, PROVERA), sejam a mesma substância e que podem ser intercambiados.

PROGESTERONA NÃO É MPA

A progesterona designa de uma classe de fármacos denominada progestágenos. Que é  a progesterona Bioidêntica.

     Os progestágenos sintéticos são denominados progestinas.

DIFERENÇAS NA ESTRUTURA DA TESTOSTERONA, ESTRADIOL E MPA

     As diferenças estruturais entre estes hormônios estão na adição da estrutura básica dos hormônios em que a adição de um átomo e hidrogênio ao oxigênio ligado ao carbono C-3 ou adição de um grupo metila ao carbono C-10 são as pequenas diferenças entre os hormônios masculino e feminino. Esta alteração, aparentemente pequena, causa uma grande diferença nos efeitos.

     O grupamento metila ligado ao carbono C-6 da medroxiprogesterona está  ausente na progesterona.

PROGESTERONA – EFEITOS COLATERAIS E FUNÇÕES.

     Ela facilita a gravidez, mantendo-a até o final. O uso do MPA é  teratogênico.

     A progesterona é um importante precursor da biossíntese do cortisol, da aldosterona e de outros hormônios sexuais.

     O efeito colateral mais comum da progesterona é a sedação. Por outro lado, o MPA produz retenção de líquido, flacidez nas mamas, ganho de peso, depressão e cefaléia.

PROGESTERONA E CORAÇÃO.

     De acordo com evidências epidemiológicas, as doenças cardiacas são a maior causa de morte em mulheres pós-menopausa e presume-se que a deficiência de estrógeno seja a causa deste problema e de acordo com estudos constatou-se que a terapia de reposição com estrógenos reduz entre 25 e 50% este risco.

     Porém, dois estudos recentemente publicados alertaram a American Heart Association, que os benefícios cardiovasculares da TRH dependem em muito se o estrogênio é adminisrado com progesterona. Estes estudos comprovaram que a progesterona não alterou os benefícios do estrogênio.

     Portanto, a progesterona natural micronizada atua sinérgicamente com o estrógeno na prevenção do infarto.

     A progesterona exerce efeito natriurético (diurético) devido à  sua atividade mineralocorticóide. (200 mg de progesterona equivale, cerca de 25 ou 50 mg de espironolactona).

     A progesterona é um anti-hipertensivo, mas também diminui o tônus  vascular simpático sem alterar significativamente a pressão arterial.

PROGESTERONA E OSTEOPOROSE.

     Estudos mostraram que a progesterona atua diretamente nos receptores dos osteoblastos e indiretamente nos ossos, competindo com os glicorticóides. Com o estímulo decorrente do estrógeno, há um aumento da ligação da progesterona nos receptores dos osteoblastos podendo inibir a formação dos ossos e da reabsorção óssea.

PROGESTERONA E O CÂNCER DE MAMA.

     Chane Et Al conclui através de estudos em 40 mulheres pós-menopausadas, que a progesterona pode produzir efeitos benéficos na proliferação celular pelo estradiol.

     Estudos epidemiológicos conduzidos no Jonhs Hoplans também demonstraram o papel protetor da progesterona contra o câncer.

     Os resultados em 1083 mulheres comprovaram que o risco de câncer de mama foi cerca de 5,4 vezes maior nas mulheres que apresentaram baixos níveis de progesterona.

     Os estudos citados sugerem fortemente no que se refere ao risco de câncer de mama, a progesterona proporciona uma abordagem mais conservadora para a TRH. Os resultados também indicaram que as razões pelos quais milhões de mulheres americanas tem adotado a terapia com hormônio bioidênticos, em substituição aos estrogênios eqüinos ou as progestinas sintéticas.

PROGESTERONA E ESTROGÊNIO: A QUESTÃO DO EQUILÍBRIO.

     Um importante conceito na terapia de reposição hormonal é a¨dominância estrogênica¨, refere-se ao equilíbrio hormonal em mulheres nas quais os níveis de progesterona não estão equilibrados com os níveis de estrogênio. A dominância de estrogênio pode ser causada por ciclos anovulatórios, deficiências na fase lútea, esgotamento adrenal, TRH, na qual se utilizou progestina sintética, contraceptivos orais e ausência de terapia durante a menopausa. Hargrove e Osteen demonstraram que a administração intramuscular de 100mg de progesterona diminui os sintomas decorrentes dos elevados níveis de estrogênios nos pacientes em tratamento com reposição de estrogênio.

SINTOMAS DA DOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

- Aumento de peso

- Retenção de fluído

- Cefaléia

- Ondas de calor

- Desejo de se alimentar

- Flacidez nas mamas

- Alterações de comportamento

- Fadiga

     Estudos se iniciaram com as pacientes que passaram a receber progesterona bioidêntica por um período de um a seis meses, essas pacientes relataram uma melhora significativa dos sintomas vasomotores, e diminuição das reclamações somáticas de depressão.

USO RACIONAL DE PROGESTERONA EM MULHERES SUBMETIDAS A TERAPIA DE REPOSIÇÃO COM ESTROGÊNIOS

- Prevenir os sintomas da dominância estrogênica.

- Diminuir risco de câncer de mama.

- Reduzir o risco de osteoporose.

- Melhorar os benefícios cardiovasculares. 
 

PROGESTERONA: NÃO SÓ PARA A PROTEÇÃO DO ENDOMÉTRIO

     Deve ser questionada a prática de não reposição de progesterona em pacientes submetidas a histerectomia completa, onde paciente só passa a receber reposição de estrogênio. Portanto a mulher deve receber progesterona bioidêntica como parte do tratamento de reposição com estrogênio, evitando assim sintomas e usos indesejáveis citados anteriormente.

PROGESTERONA E SINTOMAS VASOMOTORES.

     Em um estudo duplo cego e controlado com placebo, Leonette Et Al administraram a 102 mulheres no 5º ano da menopausa, 20 mg diários de progesterona na forma de creme transdérmico e um creme placebo. Todas as pacientes não fizeram o uso de terapia hormonal pelo menos por um ano antes do início do estudo. Os resultados dos relatos diários dos sintomas vasomotores das pacientes mostrou melhora ou remissão dos sintomas vasomotores em 83%  da mulheres tratadas com progesterona transdérmica e 19% das que receberam placebo.

     Hargrove e Eisemberg sugerem uma aplicação de 0,5 ml de creme de progesterona a 3% 2 vezes ao dia durante 16º e 25° dia do ciclo menstrual.

TESTOSTERONA: NÃO SÓ PARA HOMENS

     A reposição com testosterona deve ser incluída em um programa de TRH para mulheres que experimentam menopausa natural ou cirurgicamente induzida, uma vez que nessas mulheres os níveis de testosterona declinam.

     Os benefícios da terapia com androgênios incluem não apenas a melhoria na libido, mas também um aumento da sensibilidade nos órgãos genitais, com o correspondente aumento na satisfação sexual. Outros benefícios incluem um aumento da sensação de bem-estar, melhora dos sintomas vasomotores que não correspondem ao tratamento unicamente com estrogênios, elevado nível de vitalidade, melhorias no humor, efeitos positivos nos ossos e redução nos níveis de triglicerídeos.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

     Os hormônios são geralmente administrados por via oral, transdérmica ou sublingual. As vias transdérmicas ou sublinguais são mais vantajosas porque não sofrem metabolismo de primeira passagem. A biodisponibilidade de progesterona por via oral é muito baixa. Mais de 90% da progesterona via oral será metabolizada pelo metabolismo hepático, o que aumenta abruptamente metabólitos da progesterona, esses são reduzidos na posição 5- alfa, podendo causar sedação. 
 

CONCLUSÃO

     Atualmente, a adesão ao tratamento é o problema principal no que se refere a TRH, as mulheres temem o câncer e os efeitos colaterais. Os profissionais de saúde devem superar o paradigma atual da reposição, passando à reposição e equilíbrio.

     De fato, os hormônios bioidênticos provavelmente possibilitam melhores resultados com menos riscos e efeitos colaterais.

     O maior benefício do equilíbrio hormonal com progesterona bioidêntica é a maior adesão ao tratamento que resulta em uma diminuição do risco de câncer de mama e menores sintomas de hiperestrogenismo.

     A dosagem individual que otimiza a resposta e limita os efeitos indesejáveis, é possível quando se utilizam hormônios bioidênticos e quando o farmacêutico  formula a dose exata e a forma farmacêutica mais adequada.

     De acordo com os artigos, estudos, não é lógico determinar um programa de TRH apenas com bases nos sintomas. A individualização deve ser fundamentada em determinações objetivas, como por exemplo, os níveis hormonais salivares ou plasmáticos, níveis de colesterol e densitometria óssea.

 

A modulação Hormonal com Hormônios Bioidênticos consiste em um extraordinário avanço terapêutico, e permite obter resultados clínicos seguros e incomparáveis. A terapia de reposição hormonal clássica e tradicional utiliza os chamados Hormônios Sintéticos. Estas substâncias possuem uma estrutura molecular tridimensional DIFERENTE dos hormônios humanos. Da mesma forma que a cópia mal acabada de uma chave, os Hormônios Sintéticos não ocupam os receptores de hormônios das células (fechadura) com a mesma perfeição que o Hormônio Original, provocando o que chamamos de “resposta terapêutica farmacológica”. Ou seja, as células recebem uma mensagem diferente daquela produzida pelo hormônio humano, e, ao longo do tempo, por acúmulo de mensagens erradas, e em pessoas que já sejam geneticamente susceptíveis, pode haver um aumento de incidência de certos tipos de câncer. Este fato agravado pela confusão de conceitos, informações truncadas e meias verdades induzidas pela mídia, fez com que milhares de pessoas com deficiência hormonal instalada, abandonassem e continuem abandonando em massa a terapia de reposição hormonal, que, para muitos, virou sinônimo de câncer e de doenças.
Os hormônios Bioidênticos são substâncias que tem a estrutura molecular tridimensional exatamente igual à dos Hormônios Humanos, obtidos através da engenharia genética recombinante.
Por esta razão, ocupam os receptores de Hormônios das células com a mesma exatidão do Hormônio Humano e, ao serem repostos e absorvidos pelo organismo, são prontamente reconhecidos pelas células como provocando o que chamamos de “resposta terapêutica fisiológica”, não só isenta de riscos de câncer, como, na verdade, capaz de reduzir de forma substancial os riscos de alguns tipos de câncer como o colorretal, do útero e o da mama, dentre outros.

Os Hormônios Bioidênticos são: Estradiol, Estriol, Progesterona, Testosterona.
Bio – idêntico refere-se a um hormônio produzido em laboratório, porém com a estrutura molecular completamente igual ao mesmo hormônio que é produzido pelo corpo humano, ou seja, trata-se da mesma estrutura molecular que aquelas produzidas pelo organismo humano produzindo as mesmas respostas fisiológicas que os hormônios endógenos devendo ser administrado de forma a imitar os mecanismos e índices naturais do corpo. 
Os hormônios não Bio-idênticos são os sintéticos e os hormônios naturais. O hormônio Natural é aquele hormônio cuja fonte é a natureza (animal, vegetal ou mineral), que não sofre nenhuma modificação artificial.
  O hormônio Sintético é aquele produzido por meio de um processo artificial em laboratório, porém com estrutura molecular totalmente diferente da s encontradas nos seres humanos, sendo alterados quimicamente a partir da estrutura do hormônio humano, pois a indústria farmacêutica necessita na maioria das vezes, patentear a molécula. São sintéticos ou artificiais, patenteados ou convencionais.

Dr Gustavo Coutinho de Andrade



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