Temperos picantes para uma vida longa.

Pesquisas comprovam que extratos de pimentas reduzem o colesterol e ajudaram a retardar o envelhecimento precoce

 
As pimentas são ricas em pigmentos antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias

A secretária de Estado Hillary Clinton costuma dizer em entrevista que um dos segredos de sua impressionante disposição para cumprir uma agenda agitada de trabalho é consumir pimenta todos os dias. Agora, as pesquisas científicas revelam que ela tem razão. Conhecida pelo seu odor característico e sabor picante, mas também por seu efeito anti-inflamatório e analgésico, a família das pimentas, que inclui o pimentão, está se tornando um santo remédio para males crônicos. Recente pesquisa americana sugere que substâncias destas plantas e de outras especiarias, como o açafrão-da-Índia (curcuma), são potentes anticancerígenos porque ajudam a controlar o ritmo de crescimento das células. Este efeito é causado, em parte, pela capsaicina, a responsável pelo ardor da planta. Novos estudos indicam também que as pimentas reduzem o colesterol e aliviam enxaquecas. Uma boa notícia para os brasileiros, já que o país tem grande diversidade dessas plantas. Tanto que elas são alvos de estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O pesquisador Bharat Aggarwal, do Departamento de Terapêutica Experimental da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, afirma que as especiarias, em especial as pimentas, previnem e ajudam a tratar doenças crônicas. De acordo com o pesquisador, os temperos picantes têm a capacidade de inativar as proteínas que são conhecidas como NF kappa B.

Por que isto é importante? Porque o complexo proteico fator nuclear kappa B age como um interruptor do controle das inflamações e do crescimento celular no organismo. Então cientistas acreditam que, ao bloquear este complexo, reduzem o crescimento descontrolado de células, ou seja, previnem a tendência ao descontrole celular e ao câncer. E mesmo pacientes de câncer poderiam se beneficiar, porque as substâncias contidas nas pimentas permitiriam uma resposta melhor do organismo ao tratamento com drogas quimioterápicas.

— Bloquear estas proteínas do complexo NF kappa B é uma forma de diminuir inflamações que levam a doenças crônicas, inclusive problemas coronarianos, Mal de Alzheimer, osteoporose, artrite e outros males autoimunes, como esclerose — afirma o pesquisador indiano, radicado na Universidade do Texas.

Também pesquisadores do Cedars-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, constataram que a capsaicina impede a proliferação de células malignas no câncer de próstata. Num estudo publicado na revista científica “Cancer Research”, os autores observaram que os tumores tratados com capsaicina tornaram-se menores.

Esta pesquisa foi feita com cobaias, geneticamente modificadas em laboratório, que continham células humanas de câncer de próstata. Os animais receberam uma dose de extrato de pimenta equivalente a 400mg de capsaicina, três vezes por semana, quantidade equivalente ao que seria consumido por um homem de 91kg. Ou seja, bem acima do normal para cobaias de laboratório. E os cientistas se mostram otimistas com o resultado. Afirmam que a substância que deixa a pimenta ardida, presente na inserção da semente no fruto, deverá ter aplicação farmacológica no futuro, na fabricação de remédios para o controle da proliferação desordenada de células no organismo.

Além disto, já foi comprovado que a capsaicina é um excelente anti-inflamatório. O cientista Edemilson Cardoso da Conceição, do Laboratório de PD&I de Fitoterápicos, Fitocosméticos e Nutracêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, diz que a capsaicina é também analgésica. Por exemplo, ela inibe a substância P, que, ao ser liberada nas articulações, ativa a inflamação relacionada à artrite reumatoide.
— Já se receitam fórmulas de aplicação local para o alívio da dor, nesses casos. Mas, para enxaqueca, ainda não há comprovação de eficácia; apenas evidências — comenta Cardoso, que também faz pesquisas em parceria com a Embrapa. — Por enquanto, não há dados confiáveis para afirmar que as pimentas queimam gordura e teriam efeito na redução do peso corporal.

A nutricionista Márcia Keller, professora da Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves (RS), acredita que o consumo de pimenta ajuda nos casos de colesterol elevado:
— Para pessoas com LDL alto, a fração nociva, recomendo o consumo frequente de pimenta. A melhor maneira de consumir o tempero é in natura; comer a pimenta crua, junto com a refeição. É melhor iniciar aos poucos este hábito alimentar, consumindo as menos picantes, como as pimentas biquinho e cambuci, para, em seguida, experimentar as mais ardidas, como é o caso da pimenta dedo-de-moça.

As pesquisas também revelam que as pimentas são ricas em carotenoides e em vitamina C, ambos com efeitos antioxidantes. E com um lembrete aos chefs de cozinha e amantes da culinária: quanto mais ardida, melhor!

Fonte: O GLOBO – RJ



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