Estimulação Magnética Transcraniana e Parkinson

Parkinson: melhor desempenho motor através da estimulação magnética transcraniana

01/06/2011 - 07:35

Parece estar disponível uma forma promissora de melhorar a situação de pacientes com Doença de Parkinson (DP): um grupo de investigadores israelitas aplicou estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) em pacientes com DP para efeitos de um estudo. Os investigadores usaram uma bobina, designada a bobina H, que cria um campo magnético que pode estimular camadas corticais mais profundas. “Conseguimos provar que a EMTr profunda é um tratamento seguro e eficaz, que causa melhorias significativas das funções motoras”, disse o Dr. Oren Cohen (Centro Médico Sheba, Tel-Hashomer, Israel) no 21º Encontro Anual da Sociedade Europeia de Neurologia (ENS), a decorrer em Lisboa. Mais de 3200 especialistas em neurologia de todo o mundo estão a debater os mais recentes desenvolvimentos em todas as áreas da sua especialidade na capital portuguesa, avança comunicado de imprensa.

 

A EMTr é desenhada para afectar as vias neuronais mais profundas, com o objectivo de estimular a neuroplasticidade, que pode ser descrita como o desenvolvimento e ligação de novas células neuronais.

 

“Devido aos nossos estudos recentes, sabemos que isto pode ser um método eficaz e seguro de estimulação cerebral não cirúrgica”, afirma o Dr. Cohen. O seu grupo de investigação testou 19 pacientes com DP com doença assimétrica num de dois protocolos de tratamento: um grupo recebeu estimulação de baixa frequência (1 Hz) sobre o córtex motor, juntamente com estimulação de alta frequência (10 Hz) sobre o córtex pré-frontal. O outro grupo recebeu estimulação de baixa frequência apenas sobre o córtex motor. Todos os pacientes tiveram 12 sessões de tratamento num período de 30 dias. As medições dos resultados foram recolhidas aos dias 1, 10, 30 e 60.

 

O primeiro grupo conseguiu melhorar consideravelmente o seu desempenho motor total, tal como se verifica pela pontuação para desempenho motor, a classificação na UPDRS (Escala de Avaliação Unificada da Doença de Parkinson). Os pacientes mostraram também melhoria do desempenho motor do lado mais afectado, reflectido por uma diminuição da classificação na UPDRS e pelos melhores resultados dos batimentos com o pé no chão e do teste de destreza manual. O efeito benéfico da estimulação ainda podia ser observado 60 dias mais tarde. Os participantes do grupo 2 mostraram uma melhoria mais pequena, que foi evidente apenas ao 30º dia. Todos os participantes toleraram bem o tratamento.

 

“Embora gostássemos de sugerir a realização de novos testes relativamente ao protocolo 1, estamos contentes com os avanços que fizemos. Esperamos que esta conclusão essencial venha oferecer brevemente melhores opções terapêuticas aos pacientes com DP”, disse Dr. Cohen.



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