Esclerose e Guanabenzo (lisapress)

Medicamento para a pressão arterial poderia ser usado para tratar a EM

Medicamento evitou a perda de mielina e aliviou sintomas em camundongos.

Abordagens de tratamento atuais para esclerose múltipla (EM) atuam restaurando a mielina perdida. Pesquisadores dos EUA descobriram um meio de evitar a perda de mielina em camundongos usando um medicamento já aprovado pela FDA e usado para baixar a pressão arterial. Os achados foram publicados na revista “Nature Communications”.

O guanabenzo parece aumentar o próprio mecanismo protetor da célula para reduzir a perda de mielina. Os oligodendrócitos, as células cerebrais que produzem mielina, possuem um mecanismo inato que responde aos estressores, como a inflamação. Ele temporariamente interrompe quase toda a produção normal de proteína na célula e aumenta de modo seletivo a produção de proteínas protetoras. Quando este mecanismo não está funcionando bem ou está sobrecarregado - pela inflamação crônica vista na EM, por exemplo - a morte de oligodendrócitos e a desmielinização aumentam significativamente.

Um estudo recente encontrou evidência de que o guanabenzo aumenta este caminho de resposta de estresse independente de suas ações anti-hipertensivas ao bloquear temporariamente a reativação do fator 2 da iniciação da translação eucariótica da proteína. Quando desativada, essa proteína inicia o caminho de resposta de estresse. O bloqueio dessa reativação resulta em uma resposta prolongada ao estresse e fornece proteção contra a morte celular.

A equipe testou o medicamento em diversos modelos de camundongo com EM. Em todos os casos, eles descobriram que os camundongos estavam protegidos contra a perda de oligodendrócitos e de mielina. Sintomas clínicos foram drasticamente reduzidos e cerca de 20 por cento dos camundongos não apresentaram nenhum sintoma.

"O guanabenzo provavelmente não será um medicamento isolado, mas esperamos que possa ser desenvolvido para uso em combinação com outras medicações," disse o autor sênior, Brian Popko. "Alguns tratamentos atuais podem ter graves efeitos colaterais. Seria de enorme benefício para os pacientes haver terapias eficazes e de menor risco."



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